OFUNDODAGAVETA

quinta-feira, abril 27, 2006

O Ano que durou pra sempre.

Quando as pessoas vão "dessa pra uma melhor", reza a lenda (porque ninguém voltou do Purgatório) que todos estarão submetidos a assistir a própria vida passar diante de seus olhos.
Quando isso acontecer, quero guardar a pipoca pra quando rever os bons tempos que passei no ano passado. Não que eu estaria desprezando tudo o que antecede, bem pelo contrário. Mas no momento guardo com um carinho especial essa época que parecia que ia durar pra sempre.
É uma longa história a que uniu uma turma de amigos pra brincar de Hollywood com o pretexto de que era um mero trabalho de aula.
O primeiro grande sucesso da Desigualdade Filmes, Vidiota, foi um grande marco na união. Depois dele, o Hit "No Rain" do Blind Melon ganhou uma conotação completamente nova na minha vida e de algumas outras pessoas.
Em seguida, o curta "Luz, Câmera, Premiação" foi uma produção que eu pude ser mais ativo na produção, e até ser coadjuvante. A introdução do Filme, embalada por "All Star" do Smash Mouth é um sarro! Vale a pena pelo filme todo.
O Behind the Scenes foi o documentário que a gente usou pra deixar todos envolvidos com a produção dos curtas, que sem dúvida é a parte mais emocionante do processo cinematográfico caseiro.
A Rinha, Gincana do Curso, foi outro capítulo no mínimo inusitado. Imagine só uma desacreditada equipe Cor Pink, vencedora da competição. Foi difícil acreditar quando na madrugada o Maikon me ligou jurando que a gente tinha ganhado. Falei algumas baixarias como se fosse mais um dos famosos trotes dele. E não é que ele tava falando a verdade?
Até então, parece que em 2005, gravamos, brincamos, mas a máfia pensante do fundo mostrou que acima de tudo tinha talento. E como!
Na noite de novembro, no Castelo Suiço, foi uma alegria muito grande, e em dobro, ver que obtivemos os dois primeiros lugares na categoria Campanha Publicitária, no talento 2005. É um feito em tanto, tendo em vista que tiveram outros 15 trabalhos inscritos de outros cantos da região. E ainda duvidam de mim quando eu apelido esse pessoal de "dream team" ?

E olha que eu só separei o que de mais interessante aconteceu. Perderia a madrugada contando tudo o que de bom aconteceu, e de como foi importante pra mim esse tempo.
Hoje cada um de nós segue a suavida. Tem marketeiro trabalhando no Santa, tem o Senhor dos Painéis, tem o Editor de Vídeo que ainda vai render muito por aqui. Tem quem trocou tudo pelo sonho de ser Jogador de Basquete. Tem quem ainda divide o coração entre o Karatê e os Layouts, Tem um redator (esse ainda convive muito comigo), e tem Eu, que me orgulho em ter sido mais um personagem desse time aí!.

Pra ilustrar isso, eu selecionei esse desenho que estava perdido no fotolog do Bosco. Pra quem não sabe, o cara do New Wave sou eu! Pra ver, clica na imagem pra ampliar ela, é lógico!




Sem mais, falei demais!
Façamos um Bom Final de Semana, seja ele como for!

segunda-feira, abril 17, 2006

Ensaios de Arte

Mais uma peça da coleção:
Ensaios de Arte Sem Fundamento.
Título: 10m/s²
Autor: Cadorin, Diego. 2006.


























Regredindo a condição atual, recebi um e-mail da Jéssica, uma amiga que desde muito tempo atrás gosto de perder horas (no meu ver, ganhar) conversando. No anexo a obra completa de Leminski. São tantos DOC's que só tive tempo pra clicar aleatóriamente. E pra "ilustrar sem imagem", Vou dar um Ctrl+V deste:

"primeiro frio do ano
fui feliz
se não me engano"

Paulo Leminski


Até Mais! Uma Boa Semana a quem estiver disposto a fazer!

*PS: Ouvindo: Echo and the Bunnymen - Paint It Black (Não preciso dizer que é cover dos Stones).

quinta-feira, abril 13, 2006

Eu sou uma Pedra (ou Ilha).

Há quarenta anos atrás, faziam-se músicas que nunca envelhecem. Quatro décadas são a distância entre o obsoleto e o novo, mas algumas velhas e boas canções estão sublimes a isso. De fato não tenho tempo e necessidade de ficar traduzindo tudo, também porque é questão de interpretação, em últimos casos, aproveitar o pouco que se entende. Um exemplo?

Simon & Garfunkel
I Am A Rock

A winter's day
In a deep and dark December;
I am alone,
Gazing from my window to the streets below
On (a) freshly fallen silent shroud of snow.
I am a rock,
I am an island.

I've built walls,
A fortress deep and mighty,
That none may penetrate.
I have no need of friendship; friendship causes pain.
It's laughter and it's loving I disdain.
I am a rock,
I am an island.

Don't talk of love,
But I've heard the words before;
It's sleeping in my memory.
I won't disturb the slumber of feelings that have died.
If I never loved I never would have cried.
I am a rock,
I am an island.

I have my books
And my poetry to protect me;
I am shielded in my armor,
Hiding in my room, safe within my womb.
I touch no one and no one touches me.
I am a rock,
I am an island.

And a rock feels no pain;
And an island never cries.


Não vejo necessidade de uma mensagem de páscoa. Acho que a gente não precisa guardar, ano após ano, os mesmos votos, as mesmas frases-prontas e tudo mais. Só desejo, como sempre, a quem ao menos ler isso, um feriado legal, daqueles que fazem valer pelas horas longe da rotina, quando dá pra fazer isso. E dá. Pra quem não leu, também, okay?

Sem Mais. Uma Páscoa digna do respectivo feriado.
Façam bons momentos!