Mosca Branca
Se você que já disse alguma vez que já viu de tudo nesse mundo, esqueceu de ver o Diego escrevendo versos (Aproveita que é uma vez por década!):
A Balada do Fim do Mundo
Era uma vez um ultimato disfarçado de notícia;
Numa dessas terças-feiras vazias,
Que veio de última hora
Anunciando o últimos dos dias.
Pela janela observava a rotina do avesso;
Quem não cessava um segundo do dia para nada, parou
Para ver que só os relógios não davam conta
Que o fim dos tempos chegou.
Sobre o caos que lhe deu a razão,
O profeta tornarava sua crítica exata.
Realidade e Ficção tinham a mesma explicação:
Que toda a ciência virou filosofia insensata.
Provou os pratos mais caros que tinham,
Aquele garoto de rua que só conhecia o lado amargo da vida.
Os gourmets já desuniformizados lamentavam
A ceia não que jamais seria consumida.
A juventude que se dizia perdida ouvia
A mesma banda de sempre numa nova canção.
A balada agora tinha hora marcada,
Para virar trilha da destruição
Com dossiês e relatórios,
Eu alimentei as fogueiras que se abriam no meio das avenidas
Onde executivos queimavam papéis
Que custaram noites mal-dormidas.
Quem tinha um partido, partiu suas idéias
Com todo o discurso cessado.
Não mais promessas, não mais um futuro,
Pois o verbo que ecoava só conjugava presente e passado.
Os amantes se beijaram,
Os poetas choraram,
Os pessimistas admiraram,
Os pássaros não voaram,
Os sem-rumo descansaram.
E quando vi o caos em que o mundo ficava,
Aquele sentimento que me viu sempre com o amor contido
Me disse, que todo o dia o mundo acaba,
Para uma pessoa que tem o coração partido.
Observações:
*Toda a minha capacidade verbal foi usada na "balada" acima. O que eu fosse pós-escrever seria um fiasco na certa!
Now Playing: "The Strokes - 15 Minutes"
Até mais!
A Balada do Fim do Mundo
Era uma vez um ultimato disfarçado de notícia;
Numa dessas terças-feiras vazias,
Que veio de última hora
Anunciando o últimos dos dias.
Pela janela observava a rotina do avesso;
Quem não cessava um segundo do dia para nada, parou
Para ver que só os relógios não davam conta
Que o fim dos tempos chegou.
Sobre o caos que lhe deu a razão,
O profeta tornarava sua crítica exata.
Realidade e Ficção tinham a mesma explicação:
Que toda a ciência virou filosofia insensata.
Provou os pratos mais caros que tinham,
Aquele garoto de rua que só conhecia o lado amargo da vida.
Os gourmets já desuniformizados lamentavam
A ceia não que jamais seria consumida.
A juventude que se dizia perdida ouvia
A mesma banda de sempre numa nova canção.
A balada agora tinha hora marcada,
Para virar trilha da destruição
Com dossiês e relatórios,
Eu alimentei as fogueiras que se abriam no meio das avenidas
Onde executivos queimavam papéis
Que custaram noites mal-dormidas.
Quem tinha um partido, partiu suas idéias
Com todo o discurso cessado.
Não mais promessas, não mais um futuro,
Pois o verbo que ecoava só conjugava presente e passado.
Os amantes se beijaram,
Os poetas choraram,
Os pessimistas admiraram,
Os pássaros não voaram,
Os sem-rumo descansaram.
E quando vi o caos em que o mundo ficava,
Aquele sentimento que me viu sempre com o amor contido
Me disse, que todo o dia o mundo acaba,
Para uma pessoa que tem o coração partido.
Observações:
*Toda a minha capacidade verbal foi usada na "balada" acima. O que eu fosse pós-escrever seria um fiasco na certa!
Now Playing: "The Strokes - 15 Minutes"
Até mais!





5 Comments:
Mas olha, temos aqui um poeta! :)
:*
Grande menino culto! Profundas palavras. Sabe, eu não sei por que o teu blog não quer abrir pelo firefox, será conchavo com o Bill Gates?
Nunca mais te vi pelo mundo afora, te avisto por aí.
Beijos
Um fim de mundo bem trágico.
No entanto, muito tocante!
Parabéns!
F5 please...
Eu sabia!
Sabia que já tinha lido esses versos aí.
Reconheci, viu?
Isso que só tinha lido uma vez! :)
Adorei a aparência nova do blog :D
Agora o carinha ali parece mais tu.
Aproveita a festa, garoto.
Bom fim-de-semana :*
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