Lugar
Teu nome chama Me chama Me ama, te amo E reclamo A falta dos beijos seus. Me entrega a passagem Para a viagem que me leva de encontro a miragem Do universo imerso Em cada verbo seu. Que para te seguir Seja preciso apenas partir Sem partir meu coração. Se a partida cativa Me diga O que me motiva Querer te encontrar. Procurar nosso lar Em qualquer lugar. Fico no aguardo Do ultimo chamado Para a aventura De te amar. Quero me perder no tempo Entre estar e esperar, Quero me perder no espaço Entre meus braços E o seu abraço.
Gaveta Nova.
Não. Dentro dela continua tudo igual. Por enquanto só o Blogger é Beta. Por enquanto...
Eu x Eu
Você pode reservar um restrito espaço no território dos pensamentos para pensar em algo intangível. Algo que você e qualquer pessoa normal diria ser impossível. Antes que tragam a camisa de força, deixa eu explicar: Não é porque é intangível ou até absurdo, que algumas coisas não façam bem, ou que importem algo do "país das maravilhas" para a vida real. Da teoria para a prática: Vamos usar da filosofia dos livros infantis que te ensinam a desobedecer o óbvio e imaginar. Estranho, não? Mas a pergunta é: Você já imaginou conversando consigo mesmo? Mas não esse cara de hoje, e sim aquela pessoa que era você tempos atrás. Claro que não Diego! Isso é coisa para pessoas como você. Independente disso, essa conversa só não seria construtiva ou curiosa como seria hoje um dos diálogos que mais gostaria de ter. E as palavras? Estão quase ensaiadas. O que eu diria pro cara que não conhece como sou hoje? Eu diria para ele que eu... aliás ele está bem, ou melhor: Estará bem. Antes que o outro (engraçado chamar você mesmo de "outro") abrisse um sorriso como se tudo acontecesse milagrosamente, diria: - É claro, para isso você terá que passar por poucas e boas. Você vai assitir a a vida virar de ponta-a-cabeça, mas que com o tempo vai ter convicção de tudo isso valeu a pena. Se o tempo permitisse, poderia falar do cara que aprendeu a tomar decisões, controlar finanças, comer menos carboidratos, trocar os passes pelos passos, conhecer gente e gente como a gente. Diria que se esse cara acha que sabe muito e já viu quase tudo, iria ver esses velhos conceitos ruirem derrepente. Agora se o contato tivesse que se resumir a uma frase, daí sim eu saberia bem o que dizer: - Vamos lá! Você está no caminho certo e independente de como estará, estará muito melhor do que tá sendo agora (considere "agora" nesse caso como o passado). Certamente eu me despediria desse contato mais do que pessoal com uma resposta do Diego do passado: - Quando Crescer, quero ser igual à você! E quando eu crescer, talvez possa ser melhor, mas juro que ainda não passou pela minha cabeça bater um papo com o cara anos à frente. Voltando às palavras inciais: O que você faz com o que sobrou da capacidade de pensar? Faz um sacrifício profano em oferenda à rotina, como qualquer pessoa normal. Certo? Observações:*Olha lá o Diego falando de tempo denovo.*Desconsiderei a possibilidade do meu Eu-passado não me reconhecer.Ouvindo: O Álbum "Yoshimi Battles the Pink Robots" do Flaming Lips. Independente do que for passar pelas suas cabeças, passem uma boa semana!
O show do intervalo
O mês mais injuriado e mal-taxado do calendário passou. Não, eu não caio em crenças que se aproveitam das coincidências, também porque eu não ter nada à dizer em agosto no blog foi mais uma mera coincidência. Tá bom, teve um fundo de comodismo da minha parte. E também, não pelo estranho fato de não ter nada à dizer, o que é raro. Mas o meio-tempo entre um post e outro é grande, a começar por tudo o que aconteceu entre um post e outro. O que aconteceu? - Os candidatos ao voto do brasileiro sofreram mutações, tornando pessoas humildes e em vezes próximos de deuses.
- O Dunga que não vive em contos de fada assumiu a seleção.
- O sistema solar perdeu um planeta.
- O Líbano mergulhou em guerra.
- Fidel foi para um "chá-de-cama" em Cuba.
- O Rio Itajaí beirou secar duas vezes.
- O Diego mais do que nunca têm controlado suas finanças.
- Ainda falando em moscas, 5 Gerações de Moscas vieram ao mundo e descobriram como ele é cruel.
- Entrei em férias, saí de férias e cada vez menos tenho vida, e cada vez compartilho o mesmo pensamento das moscas aí de cima.
Você poderia citar mais duas dúzias de fatos? Mas já gastei dois terços da minha paciência dando motivos pelo qual deixei de fazer aula nas sextas-feiras. Domenico de Masi e o seu utópico "ócio criativo" me dariam trinta horas por dia para eu tentar ser uma pessoa melhor. Ao menos, creio eu, que deixe de sonhar com guerras-de-travesseiro com placas de advertência e com mirantes para a via-láctea. Todos possuem o elixir (nesse meio tempo eu descobri que se escreve elixir e não exilir) da sobrevivência, o meu tá virando bem escasso. "Batido o Ponto" no fundo da gaveta, tô saíndo à inglesa um pouco antes, tenho hora marcada com o fim do dia. Próximo post antes de Urano sair do mapa! Tomara! Boa Semana procêis!*Não, não tô caindo em desleixo! O post não tá formatado porque não sei onde raios esse browser não deixa fazê-lo assim!Ouvindo: The Beatles - Here Comes the Sun
Mosca Branca
Se você que já disse alguma vez que já viu de tudo nesse mundo, esqueceu de ver o Diego escrevendo versos (Aproveita que é uma vez por década!):
A Balada do Fim do Mundo
Era uma vez um ultimato disfarçado de notícia; Numa dessas terças-feiras vazias, Que veio de última hora Anunciando o últimos dos dias.
Pela janela observava a rotina do avesso; Quem não cessava um segundo do dia para nada, parou Para ver que só os relógios não davam conta Que o fim dos tempos chegou.
Sobre o caos que lhe deu a razão, O profeta tornarava sua crítica exata. Realidade e Ficção tinham a mesma explicação: Que toda a ciência virou filosofia insensata.
Provou os pratos mais caros que tinham, Aquele garoto de rua que só conhecia o lado amargo da vida. Os gourmets já desuniformizados lamentavam A ceia não que jamais seria consumida.
A juventude que se dizia perdida ouvia A mesma banda de sempre numa nova canção. A balada agora tinha hora marcada, Para virar trilha da destruição
Com dossiês e relatórios, Eu alimentei as fogueiras que se abriam no meio das avenidas Onde executivos queimavam papéis Que custaram noites mal-dormidas.
Quem tinha um partido, partiu suas idéias Com todo o discurso cessado. Não mais promessas, não mais um futuro, Pois o verbo que ecoava só conjugava presente e passado.
Os amantes se beijaram, Os poetas choraram, Os pessimistas admiraram, Os pássaros não voaram, Os sem-rumo descansaram.
E quando vi o caos em que o mundo ficava, Aquele sentimento que me viu sempre com o amor contido Me disse, que todo o dia o mundo acaba, Para uma pessoa que tem o coração partido.
Observações: *Toda a minha capacidade verbal foi usada na "balada" acima. O que eu fosse pós-escrever seria um fiasco na certa!
Now Playing: "The Strokes - 15 Minutes"
Até mais!
Cabeça no travesseiro. Pés no salão.
Meu subconsciente surtou denovo. E como em vezes passadas eu digo que acredito que ele me conta vontades contidas e coisas que por indisponibilidade não acontecem. Ou melhor: Acontecem enquanto durmo. Qual foi a da vez?
O teatro empoeirado? Não. O Gramado sob a via láctea (acho que esse eu não descrevi). Também não. Dessa vez, pelo contrário, foi mais alegre. Uma festa que poderia ter acontecido há uns quarenta anos ou mais. Era um ginásio e todos dançavam hits antigos. Sim, daqueles que mesmo você sentado num canto sem par pra dançar, faz seus sapatos acompanharem o ritmo. Tinha um globo de espelhos no meio. Não podia faltar. Pelas pequenas janelas de metal no alto do ginásio dava pra ver a noite estrelada e quase-fria de primavera. Tinha um cara de óculos escuros e seus discos. Tinha uma mesa com canapés pela metade, e volta e meia alguém esbarrava por lá. Pouca gente se recolhia num canto-de-baile. Todos se convidavam. Sabe quando você é o único que pára pra ver tudo acontecendo, e na hora uma coisa te diz que o paraíso poderia ser alí mesmo (já me disseram disso no gramado à via-láctea). Lembro da hora em que o globo girou mais devagar. Que alguns sairam. Que já era tarde da noite e nenhuma cadeira sustentava um só solitário. Foi quando tocou algo parecido com Richie Valens. A essa altura da "festa" eu sabia que poderia acordar (claro que em um momento eu percebo que tá tudo bom demais pra ser verdade). Mas se não me engano, a noite foi adentro, e cada vez mais dançante e surreal. Daí em diante, não lembro de muita coisa. Será que os drinks lá eram fortes demais? Ou foi efeito normal do sono? Fica a pergunta. O sonho se foi. O globo de espelhos se foi. A noite de décadas atrás se foi. Os cadillacs reluzentes se foram. Só ficou a vontade de que um dia eu pudesse chegar o mais próximo disso. Um dia só e bastava. Já que aquela via láctea tava abstrata demais pra que um dia eu pudesse contemplar de verdade. Não preciso voltar no tempo em que não vivi, mas bem que alguém podia trazer uma noite dessas de volta. Só uma noite. Ouvindo: Beach Boys - Fun fun fun. *Não estou insinuando que não tenho cuidado com o que escrevo. Só que dessa vez não li antes de postar. Tomara que não tenha escrito algumas gambiarras. Não né?Boa Semana, "dude"!
Pastilhas "da Hora"
Imagino um mundo em que o tempo saia dessa coisa inexplicável e abstrata da física quântica e possa estar ao alcance das massas em qualquer banca de jornal. O mundo após Tempos, The Time-maker não é apenas mais doce, com aroma de menta e frutas vermelhas. É uma vida que se vive mais, e quando você mais precisa. Você ingere uma pastilha e pronto! Uma hora a mais de vida, além é claro de agraciar suas papilas com seu sabor favorito. Claro que provas de vestivular iriam reformular a famosa frase, que agora seria: Proibido o uso de equipamentos de som, relógios, celulares, demais aparelhos eletrônicos e pastilhas Tempos.Imagina só você indo passar uma semana num lugar legal, cercado de gente bacana. Pra acompanhar? Tempos! No mínimo um pacote com seis poderosos drops. Você sempre ia ter um no bolso. Bastou achar que tá tudo "apertado", corrido, pronto! Como hoje elimina-se mau-hálito, indigestão, dores no corpo e até as vezes calorias, eliminaria-se o stress pelos minutos que não se têm. O prazo para entrega da campanha é pra ontem? Com poucas pastilhas você teria o tempo equivalente ao retroceder de uma semana. Sem aquela parafernalha proveniente de uma ficção fajuta do cinema mudo. O mundo seria um lugarzinho um pouco menos cruél de se viver. Talvez até adiaria o sonho de atravessar paredes, voar ou ser menos distraído (eu ainda não desisitiria de nenhum desses milagres). Mas na verdade, como Freud dizia: "Todos os sonhos têm o sonhador como centro. Os sonhos são absolutamente egoístas.", então vou tentar ser egocêntrico. O sonho do mundo com o "Time-maker" é o meu sonho de tê-las no bolso, e compartilhar com quem as precisa. Um dia bater a porta de um lugar qualquer com o vinho, uma pilha de CD's pra esquecer da vida, seja esquecer dançando ou esquecer viajando, e com as famosas pastilhas engana-tempo. Porque se um bom momento dura pra sempre, porque não fazer durar um pouco mais?
Considerações: Eu demorei pra formular "mentalmente" cada caractere aí em cima. Paródias com marca me perseguem, mas confesso que no fim acabo gostando. Seria mais fácil para mim, Diego, voar ou bancar o fantasma do que abandonar minha natureza desligada. Na falta de Tempos, mastigo pastilhas que só tem sabor a oferecer, e fico dando meu tempo a invenções absurdas.
Quem sabe um dia?
*Ouvindo: Velvet Underground - After Hours.
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