OFUNDODAGAVETA

quinta-feira, setembro 29, 2005

Mais uma da ponta da caneta

Desenho feito no inverno de 2002. O último de uma caneta.

terça-feira, setembro 27, 2005

Um sonho me contou...






















Mais uma dos sonhos. Aqueles que eu acredito que muito têm a dizer.
Numa noite o meu inconsciente criou uma imagem. Era um grande e velho teatro. A luz do sol meio tímida passava pelo vidro empoeirado das grandes janelas e era a única fonte de iluminação. Ele estava vazio, como se posse abandonado há pouco menos de uma década. A cena transmitia melancolia e paz. As poltronas vermelhas estavam intactas e recolhidas, haiam detalhes dourados e um palco amplo moldurado e coberto com uma grande cortinas. Me convidei a sentar em uma poltrona da última fileira do lado esquerdo. Nesse momento quase instanâneamente abriram-se as cortinas e atores estranhamente vestidos, com maquiagens esquisitas encenavam coisas difíceis de entender. O que parecia é que eles tentavam simular um "slow-motion ao vivo". Havia um som de piano que as vezes desandava, desafinava, mas sempre tentava se manter com as insanas cenas. De maneira bem subjetiva queriam me dizer algo, mas queriam que se aquilo tudo tivesse algum sentido, quem deveria entender da melhor maneira era eu. As estranhas cenas mudavam confusamente. Hora eram piratas num barco de papel, hora um jardim de papelão, tudo tão primitivo e suave que pareciam ter saído de romances e ficções do cinema mudo. Por mais contemplativo que eu estava era difícil entender uma encenação muda e com coreografias absurdas.
A imagem era clara e nítida, passava uma sensação engraçada de alegria e tristesa, convivendo juntas em simbióse, como se uma não vivesse sem a outra.

A cena dizia muito. Era uma metáfora perfeita. Era a vida.


Tocou pela minha cabeça: The Cure - The Caterpillar

domingo, setembro 25, 2005

Um asilo para o mal.

















Um dia descubro como enviar todo o mal para um planeta tão remoto que nem uma ficção hollywoodiana consiga encontrar. Pra um "fim de espaço" onde sondas espaciais não tenham luz suficiente para enviar uma foto sequer para o planeta azul. Alguns costumam dizer em "mandar tudo para o espaço", mas quem dera se isso fosse possível de verdade. Eu sei que o espaço não é lugar para sepultar antigos recentimentos e passados esquecíveis, mas é o lugar mais distante do qual podemos mantê-los. Vão maus tempos, vão para o além, para longe dos portões enferrujados da Via-láctea.